Distanciamento de pelo menos um metro e meio entre as pessoas, restrições de funcionamento de estabelecimentos, utilização de máscaras para o rosto e intensificação de hábitos de higiene considerados simples, como lavar as mãos, por exemplo. Essas são apenas algumas das medidas de prevenção à covid-19, doença causada pelo Sars-Cov-2 (novo coronavírus), que impacta a população mundial há mais de um ano.

Seres microscópicos capazes de causar diferentes infecções nos seres vivos, os vírus “acompanham” o deslocamento das pessoas e, por isso, se adaptam facilmente a diferentes ambientes. Surge, então, um problema comum quando falamos deles: as variantes. Quanto mais pessoas circulam sem proteção, maiores são as chances de novas variantes do coronavírus surgirem. Há, inclusive, possibilidades dessas mutações “escaparem” das vacinas que foram desenvolvidas com muito esforço pelos cientistas.

Por isso, temos sempre de fazer a nossa parte. Cuidar de si é cuidar do outro, é ter empatia! Manter os hábitos de prevenção é fundamental para que a pandemia de covid-19 chegue ao fim o mais rápido possível.

A comunidade científica monitora a ocorrência das variantes do coronavírus. Atualmente, quatro delas têm o olhar atento da Organização Mundial da Saúde (OMS):

1. Variante Alfa

Identificada pela primeira vez na Inglaterra, em setembro de 2020, a variante Alfa, popularmente conhecida como variante inglesa, possui 22 mutações. Cientistas apontam que ela aumenta em cerca de 50% as chances de hospitalização e morte em indivíduos diagnosticados com covid-19.

Vacinas como a Coronavac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer, aplicadas no Brasil, protegem a população contra a variante Alfa, de acordo com estudos preliminares. Importante: é fundamental que as pessoas recebam as duas doses dos imunizantes. Só assim a proteção é garantida.

2. Variante Beta

A variante Beta ou variante sul-africana foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020. Essa também é uma das variantes do coronavírus que têm alta transmissibilidade, mas não preocupa tanto quanto a alfa pois está limitada a poucos países.

Estudos preliminares apontam que a vacina da Janssen, aplicada em apenas uma dose e prestes a chegar ao Brasil, e da Pfizer, neutralizam a ação da variante Beta no organismo. Com os imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca acontece o contrário; a Beta “escapa” e a proteção é menor.

3. Variante Delta

A variante Delta ou variante indiana foi detectada pela primeira vez em outubro de 2020. Em maio de 2021, tornou-se uma ameaça global, diante da explosão de mortes diárias por covid-19 registradas na Índia.

Cientistas apontam que a variante Delta, que já teve a circulação confirmada no Brasil, é 60% mais transmissível que a variante Alfa. Autoridades de saúde de diferentes nações investigam se ela pode, ou não, ser responsável pelo aumento de hospitalizações e mortes.

No momento, o que se sabe é que duas doses das vacinas Coronavac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer têm altas taxas de proteção contra a variante Delta.

4. Variante Gama

A variante Gama, chamada também de variante do Amazonas, Estado brasileiro assolado pela pandemia de covid-19 no primeiro trimestre de 2021, também é transmitida com mais facilidade.

Autoridades apontam que ela foi a responsável pela segunda onda de covid-19 no Brasil. Cerca de 70% dos óbitos causados pela doença ocorreram diante do avanço desta variante em todo o país, sobretudo nos primeiros meses deste ano.

Duas doses dos imunizantes Coronavac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer garantem a proteção dos indivíduos contra a variante Gama.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a atual situação das variantes do coronavírus, mantenha-se protegido. Lugar de máscara é cobrindo o nariz e a boca. Não se esqueça: cuidar de você é também cuidar do outro!

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